📖 A Guardiã das Tábuas e o Peso das Canetas
✍️ Havia em uma aldeia uma guardiã das tábuas sagradas. Nessas tábuas, os habitantes eram convocados a deixar suas marcas com a ponta da caneta, sinal de presença e consentimento.
⚖️ Mas a guardiã não media todos com a mesma régua: sobre alguns, caía com peso desproporcional, exigindo, cobrando, pressionando como se aquela assinatura fosse questão de vida ou morte. Já com outros, fazia vista grossa: deixava passar, dispensava, sorria complacente.
🎭 Assim, o ritual das assinaturas deixou de ser símbolo de ordem para se tornar caricatura de favoritismo. O que deveria ser regra, virou moeda; o que deveria ser justiça, virou arma.
😨 A aldeia, atônita, percebia que a guardiã não zelava pela tábua, mas pelo controle. Uns sofriam pelo excesso de rigor; outros, pelo excesso de privilégio. E, no fundo, a contradição revelava: não era a assinatura que importava, mas a oportunidade de subjugar.
⚠️ Moral da fábula: quando a lei não pesa igual para todos, deixa de ser lei e passa a ser capricho — e o capricho de quem governa é sempre o prenúncio da corrupção.
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